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Aluno de Medicina apresenta trabalho em congresso internacional na área de cuidados paliativos
Matheus Lacerda Viana, aluno do 9º período do curso de Medicina do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), participou e apresentou trabalho no “XII Congresso Latinoamericano de Cuidados Paliativos e XI Congresso Brasileiro de Cuidados Paliativos”, realizado entre os dias 11 e 14 de março, na cidade de São Paulo (SP).
O trabalho, intitulado “Integração dos Cuidados Paliativos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI): Assistência aos Pacientes Críticos”, foi desenvolvido sob orientação da Dra. Alanna Simão Gomes Saturnino e do Dr. Elcio Moreira Alves.
A pesquisa teve como objetivo analisar a integração dos cuidados paliativos na assistência a pacientes críticos submetidos a procedimentos invasivos em unidades de terapia intensiva, destacando seus benefícios, seus desafios e suas implicações organizacionais.
Para o desenvolvimento do estudo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed, Scielo, LILACS, Scopus e Web of Science, entre setembro e outubro de 2025. Foram selecionados artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra e que abordassem a prática paliativa em pacientes críticos.
Ao todo, foram incluídos 18 estudos, que evidenciaram três principais eixos. O primeiro refere-se à assistência intensiva, marcada pela complexidade dos cuidados e pelo uso frequente de intervenções avançadas, como ventilação mecânica prolongada e administração contínua de drogas vasoativas.
O segundo eixo destaca os desafios dos cuidados paliativos, especialmente relacionados à comunicação entre equipes de saúde, pacientes e familiares, além da necessidade de decisões compartilhadas. Nesse contexto, a atuação de equipes multiprofissionais capacitadas mostrou-se fundamental para o alinhamento de expectativas.
Já o terceiro eixo aborda os impactos da abordagem paliativa, como a redução do tempo de internação, a diminuição do estresse familiar e a melhoria da qualidade da assistência, sem prejuízo à sobrevida dos pacientes. Apesar dos avanços, ainda persistem desafios, como a necessidade de maior capacitação profissional, a ausência de protocolos institucionais e a resistência cultural frente à aceitação da terminalidade.
De acordo com o estudo, a integração dos cuidados paliativos na terapia intensiva contribui para o alívio de sintomas, promove dignidade e conforto aos pacientes críticos e fortalece a comunicação interdisciplinar, além de evitar práticas desproporcionais.
